O Azar.


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Considero dia de azar quando:

– Tenho mais de 3 tentativas de suicidio involuntário num periodo de 6 horas (entenda-se tropeçar e cair na rua, tropeçar nas escadas e cair, cair da cadeira em pleno trabalho)
– Não durmo bem (devido a uns sons não identificados que insistem em me acordar)
– Numa das tentativas de suicidio involuntário acciono o alarme da loja e no altifalante se ouve “Nome e palavra-chave? Está tudo bem? É preciso enviar a guarda?”
– Tudo o que faço sai em asneira
_ A menstruação aparece sem ser convidada

E quando todas as opções acima mencionadas acontecem ao mesmo tempo, é mesmo um dia de merda.

Autor: Erika

Quem escreve: De nome: Erika. Tenta escrever o que mais lhe apetece. Tenta ser simpática. Quando não reclama, sugere. Sorri muito. Atribui significados importantes à musica, ás cores, cheiros, sabores, texturas. Teimosa, orgulhosa, ambiciosa q.b., não cria espectativas, cria objectivos. Gosta de dormir, é preguiçosa mas detesta preguiçar. Perde-se na internet. Perde-se naquele momento perfeito. Perde-se na fotografia. Perde-se nas pessoas. Perde-se na paixão. É apenas mais alguém que escreve.

7 opiniões sobre “O Azar.”

  1. Há que ver pela positiva: um dia não são dias 🙂
    Os “dias não” só nos fazem apetecer passar o dia todo na cama e esperar que o seguinte seja melhor…
    By the way, a imagem é um miminho 🙂

  2. Creio que há dias em que sequer deveríamos levantar da cama, pois tudo dá errado, não importa o quanto nos esforçamos para fazer a coisa certa………..
    Mas… (…) nada melhor do que um dia após o outro!

    Desenho que o próximo dia seja especialmente bom (que é para compensar o de hoje)…………

    Grande abraço!!!!!
    _-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-
    “ Sou filho do interior do grande estado mineiro, fui um herói sem medalha na profissão de carreiro, puxando tora do mato com doze boi pantaneiro, eu ajudei a desbravar o nosso sertão brasileiro. Sem vaidade eu confesso, do nosso imenso progresso, eu fui um dos pioneiros. Veja como o destino muda a vida de um homem, uma doença malvada minha boiada consome, só ficou um boi mestiço que chamava lobisomem, por ser preto igual carvão foi que eu pus esse nome. Em pouco tempo depois eu vendi aquele boi, pros filhos não passar fome. Aborrecido com a sorte, dali resolvi mudar, em uma cidade grande com a família fui morar, por eu ser analfabeto tive que me sujeitar, trabalhar num matadouro para o pão poder ganhar – como eu era um homem forte, nucava gado de corte, pros companheiros sangrar. Veja bem a nossa vida como muda de repente, eu que as vezes chorava quando um boi ficava doente, ali eu era obrigado matar a rês inocente, mas certo dia o destino me transformou novamente, um boi de cor de carvão, pra morrer nas minhas mãos, estava na minha frente, quando eu vi meu boi carreiro não contive a emoção, meus olhos encheram d’água e pranto caiu no chão, o boi me reconheceu e lambeu a minha mão, sem poder salvar a vida do boi de estimação pedi a conta e fui embora, desisti na mesma hora desta ingrata profissão. ”
    _-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-

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