Na estante.


Fui ás compras e na Fnac lá me deixei “não resistir” a levar um livro (ou dois)!

E na estante prontinhos a serem lidos, bebidos, absorvidos, folheados estão:

  • a t r a c ç ã o – de Cameron S. Redfern

1º Parágrafo «Ela sabe o nome dele, ainda antes de o conhecer – um nome que é como um intrincado puzzle feito de aço inoxidável; um nome que ela ouviu muitas vezes e anotou algumas, sem que os seus caminhos jamais se tivessem cruzado e sem que ela jamais esperasse que viessem a cruzar-se. Ela tem jeito para dar largas à imaginação a partir do nada e quando lhe dedica algum pensamento, ele surge pincelado com o toque argentino e frio do seu nome.»

Foi comprado por impulso, gostei do nome, gostei da capa, abri ao meio e li umas páginas e também gostei do que li, veremos se é bom.

  • A Estrada – de Cormac McCarthy

1º Parágrafo «Quando acordava nos bosques, na escuridão e no frio da noite, estendia a mão para tocar na criança que dormia a seu lado. Noites de trevas mais densas do que as próprias trevas e cada dia mais cinzento do que o anterior. Como os primórdios de um glaucoma frio a obscurecer o mundo. A mão subia e descia suavemente a cada fôlego precioso.»

Soube deste livro através de um programa na televisão, captou a minha atenção imediatamente. É a história de um pai e um filho que caminham sozinhos, numa terra onde já só existe devastação. Nada se move na paisagem devastada, excepto a cinza no vento. O frio é tanto que é capaz de rachar as pedras. O céu está escuro e a neve quando cai é cinzenta.

História comovente de uma viagem, que imagina com ousadia um futuro onde não há esperança, mas onde um pai e um filho se vão sustentando através do amor. Impressionante a plenitude da sua visão, esta é uma meditação inabalável sobre o pior e o melhor de que somos capazes: a destruição última, a persistência desesperada e o afecto que mantém duas pessoas vivas enfrentando a devastação total.

Vou já começar a ler.

Autor: Erika

Quem escreve: De nome: Erika. Tenta escrever o que mais lhe apetece. Tenta ser simpática. Quando não reclama, sugere. Sorri muito. Atribui significados importantes à musica, ás cores, cheiros, sabores, texturas. Teimosa, orgulhosa, ambiciosa q.b., não cria espectativas, cria objectivos. Gosta de dormir, é preguiçosa mas detesta preguiçar. Perde-se na internet. Perde-se naquele momento perfeito. Perde-se na fotografia. Perde-se nas pessoas. Perde-se na paixão. É apenas mais alguém que escreve.

2 opiniões sobre “Na estante.”

  1. Olá Érica!!!!

    Fico grato pela visita que me fizeste!!!!
    Gosto muito deste “mundo das letras”, a literatura é de fato um mundo sem fim, uma “terra do nunca”… mais que um prazer, um vício. (Um vício bom!)

    Gostei muito desta segunda sinopse, “A Estrada”, vou ver se encontro nas livrarias por aqui.

    Grande abraço e bom início de semana!!!

    Ítalo Leonardo

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