Invisível


Perdi-me em mim mesma, outravez.
Ouço os barulhos ao fundo. As vozes ao longe, palavras distantes bem longe de mim.
Não me ouvem porque me tornei invisível, opaca inexistente. Não há luz que passe por mim, nem som nem energia.
Perdi-me em mim mesma e deixei o corpo em stand by. A minha alma grita no silêncio das paredes do meu ser. Não sinto. Não cheiro. Não estou aqui.

Ninguém me vê, ninguém me sente. Não conseguem chegar a mim. Só conseguem enxergar o piloto automático.

“Eu estou aqui!” – Grito.  Mas os meus gritos são surdos, saem do silêncio e voltam rapidamente ao silêncio. O meu mundo sem côr que me aprisionou a alma tem sons de sucessivos silêncios. Tão ensurdecedores! Por isso não me ouves, nem me vês tal como a minha alma existe.

Está presa em mim, perdida outravez. E o corpo segue, sempre, automático. Um olhar, o sorriso no momento certo, as palavras curtas.

Não me ouvem, não me sentem . Não estou aqui.

Autor: Erika

Quem escreve: De nome: Erika. Tenta escrever o que mais lhe apetece. Tenta ser simpática. Quando não reclama, sugere. Sorri muito. Atribui significados importantes à musica, ás cores, cheiros, sabores, texturas. Teimosa, orgulhosa, ambiciosa q.b., não cria espectativas, cria objectivos. Gosta de dormir, é preguiçosa mas detesta preguiçar. Perde-se na internet. Perde-se naquele momento perfeito. Perde-se na fotografia. Perde-se nas pessoas. Perde-se na paixão. É apenas mais alguém que escreve.

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