Personal Space


O Espaço Pessoal a área (virtual digamos) de 1mx1m que existe ao redor de nós.
No domínio do desenvolvimento das relações interpessoais, tem particular relevância o conceito de espaço pessoal. Espaço pessoal é, segundo Goldstein, uma “área em torno de uma pessoa, cuja violação por outra pessoa produz desconforto ou mal-estar”. Esse espaço pode variar com a situação e com a cultura.

Quando o espaço pessoal é invadido por estranhos, ocorre um esforço para restabelecer esse espaço ou para afastar o intruso.

Naturalmente, “a maneira como respondemos emocionalmente a essas invasões depende de outras informações que possamos ter a respeito do invasor. Se temos razões para acreditar que o invasor é amistoso, é menor a probabilidade de levantarmos barreiras defensivas e interpretarmos as acções dele como hostis”. Os indivíduos sentem desconforto também “quando as circunstâncias os obrigam a invadir o espaço pessoal de outros” .

Acreditando que há um grau óptimo de distância (física) entre as pessoas, foram, entretanto, surgindo algumas teorias. É o caso da teoria do equilíbrio que, proposta pela primeira vez por Argyle e Dean, diz que o espaço pessoal varia com a intimidade entre os indivíduos e que quanto mais íntimos, mais os indivíduos tendem a aproximar-se. Uma outra teoria é a que se designa de estimulação. Proposta por Desor, entre outros, defende que “a variação da distância pessoal é um meio de se reduzir ou aumentar a estimulação social e sensorial” .

Considerando esta variação “territorial”, de distância pessoal, podemos falar, grosso modo, em quatro tipos de distâncias, a saber:

Distância íntima — diz respeito a uma relação de compromisso com outra pessoa. A presença do outro impõe-se através do impacto sobre o sistema perceptivo. Estende-se até cerca dos cinquenta centímetros para lá do corpo físico e é uma verdadeira zona interdita, onde o nosso odor e a nossa temperatura estabelecem os limites: nessa zona “perigosa” deixamos entrar os seres dos nossos afectos e defendemo-nos das ofensivas por uma rigidez muscular e um olhar vago e longínquo;

Distância pessoal — varia até aos cento e cinquenta centímetros. É uma distância não esférica, que exige maior comprimento para a frente do que para os lados ou para trás. Talvez porque, inconscientemente, a distância “cara a cara” seja mais inibidora e potencialmente mais perigosa que a “lado a lado”. A forma como as pessoas se repartem num ascensor ou numa sala vazia contém uma ordem implícita e revela a existência do que se chama a escolha dos “lugares de poder”: algo como o “ninho”, onde nos sentimos mais protegidos e de onde melhor nos expressamos;

Distância social — é a fronteira entre o modo longínquo da distância pessoal e o modo próximo da distância social. Rege sobretudo o nosso comportamento profissional e varia entre os cento e vinte e os trezentos e sessenta centímetros. Pode situar-se na distância das negociações impessoais e no carácter formal das relações sociais. Inconscientemente, gerimos esta distância segundo a cultura do local de trabalho, segundo o estatuto social dos interlocutores. Essa distância social pode variar. Todos somos sociais, mas não com as mesmas distâncias;

Distância pública — situa-se fora do circuito imediato de referência do indivíduo e implica diversas transformações sociais. Para além dos três metros e meio. Usa-se um estilo formal no vocabulário. Muito frequente nas personalidades oficiais importantes, tom de voz elevado e muitos gestos. Revela igualmente o nosso medo das multidões.

Evidentemente que a distância pessoal vai também ser variável no ambiente de trabalho – da relação amigável, à relação de cooperação e à competição pessoal. O mais importante, para o êxito das relações interpessoais e para o genuíno desenvolvimento pessoal, será ultrapassar a perspectiva da luta pela sobrevivência e estabelecer um mundo de convivência sã, cooperante e responsável.

Há pessoas que obviamente não conhecem/compreendem a noção de espaço pessoal e que tendem a invadi-lo. E existem ainda situações em que frequentemente isso acontece, sem desculpa e pelas quais já passei sentindo-me quase que “violada”.

As filas de espera para mim são algo de desesperante, não pelo tempo que terei de esperar impacientemente, mas por ter de impacientemente experienciar a invasão do meu espaço pessoal pelo vizinho seguinte que literalmente se cola nas minhas costas.

Não vão chegar mais depressa se estiverem em cima de mim, eu estou primeiro de qualquer maneira! Também não me apraz a ideia de ouvirem o que digo ou deixo de dizer seja á assistente ou à pessoa que me faz companhia!
É que há pessoas que se colam de tal maneira que se der um passo atrás pode acontecer um atropelamento ou algo pior se me voltar 180º!

De certeza que haverá bastante espaço para respeitarmos o espaço pessoal dos outros.

Autor: Erika

Quem escreve: De nome: Erika. Tenta escrever o que mais lhe apetece. Tenta ser simpática. Quando não reclama, sugere. Sorri muito. Atribui significados importantes à musica, ás cores, cheiros, sabores, texturas. Teimosa, orgulhosa, ambiciosa q.b., não cria espectativas, cria objectivos. Gosta de dormir, é preguiçosa mas detesta preguiçar. Perde-se na internet. Perde-se naquele momento perfeito. Perde-se na fotografia. Perde-se nas pessoas. Perde-se na paixão. É apenas mais alguém que escreve.

Um pensamento em “Personal Space”

  1. Compreendo este texto mesmo bem. Tenho uma necessidade de me afastar das pessoas não pscicologicamente mas fisicamente. Então quando não tenho com essas pessoas uma relação chegada, detesto ter “gente em cima de mim”. Sinto-me como tu, como se tivesse a ser violada.

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