Uma Música Que Alguém Me Deu – II


Por vezes na vida perdemos fé nas pessoas, na capacidade de resistência da amizade. Tomamos pessoas e sentimentos por garantidos. E existem aquelas pessoas, talvez uma mão cheia, talvez menos talvez mais, que levantam de novo o véu do que é uma das emoções que sobrevivem tempo, muros de pedra, nuvens cinzentas, silêncios obscuros, felicidade extrema.

De repente a vida atira-nos com as verdades na cara para que não nos esqueçamos que nem tudo é cinzento escuro efémero e fútil. Aquelas pessoas que sabemos que serão as vigas da nossa existência e nós das delas, que sem elas não existiríamos como existimos, que não seriamos quem somos. Que fazem mais do que parte da nossa vida. Tornam-se parte da nossa personalidade, parte da nossa existência, parte do nosso ser.

As pessoas que representam a amizade absoluta, “no matter what“. Com quem rimos, sonhamos, convivemos, vivemos, sobrevivemos, aprendemos. Que nem sempre sabem o que nos dizem, que também não são perfeitas, que nos ensinam a nossa falibilidade. Que nos dão a mão, a quem damos a mão. Que fazem parte dos nossos segredos. Fazem parte dos nossos medos. Com quem choramos. Que confortam o nosso coração. Que nos dão uma tareia se for preciso. Que nos mostram o outro lado, o lado de fora, o que não é bem assim, a imagem completa. Que nos tiram da nossa caixinha fechada e nos jogam um balde de realidade gelada. Que são uma outra forma de amar. Que nos mostram a outra parte de nós, a parte que só eles vêm e nós não,  o espelho.

E que, mesmo longe, mesmo ausentes, mesmo silenciosas, abrem caminho até nós quando for preciso.

Os amigos que nos ajudam a sobreviver. Os amigos que facilitam o viver. Aquele punhado de pessoas das quais não abririamos mão. Os verdadeiros sinceros “no matter whatamigos.

Autor: Erika

Quem escreve: De nome: Erika. Tenta escrever o que mais lhe apetece. Tenta ser simpática. Quando não reclama, sugere. Sorri muito. Atribui significados importantes à musica, ás cores, cheiros, sabores, texturas. Teimosa, orgulhosa, ambiciosa q.b., não cria espectativas, cria objectivos. Gosta de dormir, é preguiçosa mas detesta preguiçar. Perde-se na internet. Perde-se naquele momento perfeito. Perde-se na fotografia. Perde-se nas pessoas. Perde-se na paixão. É apenas mais alguém que escreve.

Um pensamento em “Uma Música Que Alguém Me Deu – II”

  1. “nos jogam um balde de realidade gelada” 🙂 então.. a realidade nem sempre é assim tão gelada.. De vez em quando esse punhado de gente torna a nossa realidade bem colorida ^^

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