A casa está fria.


In obscuro libertas praevalet by LaCrisi

A casa está fria,
A porta aberta.
Mas eu não consigo sair.
Não quero sentir isto mas não consigo evitar. O meu coração está em guerra aberta com a razão.
Não, não quero pensar mais, não quero sentir mais. Esta inconstância rasga-me por dentro! Sinto a frieza à qual já não sou indiferente.
Sinto as minhas emoções a puxar-me para um lugar tão escuro que nem consigo perceber ao certo se ele existe mesmo.
Senso de normalidade desgastada, de paz invertida, indiferença dilacerante.
Indiferença dilacerante.
E tudo o que surge exacerba a podridão. E tudo o que se esconde potencia o negrume.
Eu não sou mais quem sou.
E as amarras cortam-se com a ponta fina da navalha, demora o seu tempo e dói que se farta! E ouço os gritos estridentes de dor, mas sou a única. Mais ninguém ouve, mais ninguém compreende.
Este silêncio ensurdecedor.
Mais ninguém sabe.

Autor: Erika

Quem escreve: De nome: Erika. Tenta escrever o que mais lhe apetece. Tenta ser simpática. Quando não reclama, sugere. Sorri muito. Atribui significados importantes à musica, ás cores, cheiros, sabores, texturas. Teimosa, orgulhosa, ambiciosa q.b., não cria espectativas, cria objectivos. Gosta de dormir, é preguiçosa mas detesta preguiçar. Perde-se na internet. Perde-se naquele momento perfeito. Perde-se na fotografia. Perde-se nas pessoas. Perde-se na paixão. É apenas mais alguém que escreve.

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