É a Lei da Vida


Não há nada mais desolador do que a sensação de impotência perante o sofrimento de alguém que nos é próximo, que nos é querido.
As Leis dos Homens e as Leis de Deus deixam de fazer sentido, todos os dogmas caem por terra. Imperam as Leis da Vida que se fazem valer, duras, cruas, não escolhem pessoas, idades, tempo. Acontecem. Fazem-se acontecer. Ensinam-me uma lição de humildade.
Tem de acontecer, mas porque tem de ser assim? Ninguém responde. É a vida. É a morte. Não há palavras que possam descrever ou confortar. Só há silêncio. Mas eu tento resistir-lhe, o silêncio está cheio de vazio. E no vazio não há nada. E não quero que os últimos momentos sejam envoltos num nada, não quando houve uma vida cheia de tudo. Há que respirar fundo e tentar encher o nada de calor, de força de amor. Não são precisas palavras, não são. As palavras fazem parte da Lei dos Homens, tornam-se inúteis, desprovidas de sentido. A Lei da Vida é a energia. Que passamos, que recebemos. Tento procurar no mais ínfimo de mim a força, a calma, o amor quente. Tento não chorar e não deixar passar a mágoa e a revolta.
Não.
Este silêncio não pode ser vazio. Nem pode ser cheio de demasiada tristeza.
A única coisa que posso fazer com este sentimento impotente perante as Leis da Vida é transformar o vazio num cheio de paz.
O teu corpo sofre, mas já não o sentes. Quero acreditar que a tua alma já se prepara para voltar a ser energia pura do universo.
A casca dolorosa fica para trás, de nada nos serve mais no final.
Tiveste uma vida cheia, viste os filhos a crescer, os netos a crescer e o mundo a mudar. Não deveria acabar assim, é certo, mas é a Lei da Vida. Não deixa de ser injusto. Mas a injustiça é uma coisa terrena, dos Homens e de Deus.
A Vida essa acontece e a Morte também.
E não nos podemos deixar consumir pelos sentimentos e energias negativos, não. Esses não fazem falta. Agora só precisamos de amor, calma, paz e aceitação. Para que a sua energia flua calmamente de volta ao Universo, às estrelas, à Vida.

Até sempre.

Autor: Erika

Quem escreve: De nome: Erika. Tenta escrever o que mais lhe apetece. Tenta ser simpática. Quando não reclama, sugere. Sorri muito. Atribui significados importantes à musica, ás cores, cheiros, sabores, texturas. Teimosa, orgulhosa, ambiciosa q.b., não cria espectativas, cria objectivos. Gosta de dormir, é preguiçosa mas detesta preguiçar. Perde-se na internet. Perde-se naquele momento perfeito. Perde-se na fotografia. Perde-se nas pessoas. Perde-se na paixão. É apenas mais alguém que escreve.

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