Desabafos Escritoriais [4] – Cargos, Funções e a Realidade

Office_job__stressful_job_by_FriXedAirwave

A realidade é que quanto mais altos são os cargos mais incógnitas são as funções que um desempenha.
E Havendo sempre funções associadas a determinados cargos, a realidade é que o que interessa é ter o cargo as funções são poeira para os olhos.
A realidade é que quanto mais importante é o cargo tanto maior é a função de Delegar tarefas (quanto menos funções sobrarem melhor).

“Go Catch in the Eye – As they say.”

Desabafos Escritoriais [3] – Chamar as pessoas pelo nome

É uma utopia dentro do Escritórium.
Todos têm uma alcunha (depreciativa ou não) incluindo o grande chefe. E há aqueles, os mais populares, (no bom sentido ou não) que até têm o desprazer (no fundo até gostam) de ter uma caricatura.
No Escritórium não há nomes de próprios de nascença. No Escritórium há os Nomes de Baptismo Profissional. E se não há alcunha possível para atribuir a uma pessoa, utiliza-se o ultimo nome, o username de trabalho ou ainda o segundo nome. Mas nunca, NUNCA o nome próprio!
E há ainda aqueles que, por não chegar apenas uma alcunha, ganham duas (ou mais).

Go Shit on The Sea – As they say.

Desabafos Escritoriais [2] – Aquela vontade…

Sabem aquela sensação de ter um monstro marinho no vosso intestino. Que dá voltas e voltas, para cima, para baixo. E depois aquela vontade de naquele silêncio profissional de pequenos murmurios, teclados e toques de telefone, libertar o monstro que anseia por sair.
Dar um valente e ruidoso peido! E enquanto pensamos como ia ser uma boa sensação (e até esboçamos aquele sorriso de alívio) o monstro realmente acredita que pode sair, mas não pode!

E então mais rápidos que a própria sombra há sempre alguem no Escritórium que se levanta muito direito, com um ar desesperado e que no seu intimo pensa (Aqui não! Aqui não!) e vai agarrado ás calças muito depressa em direcção ou ao WC ou á rua.

Se voltar com aquele sorriso, pensem nisto.

“Free the monster inside!

Desabafos Escritoriais [1]

Debaixo daquele ar (pouco) sério existe um ser humano.

Uma pessoa não é aquilo que faz. Saindo do escritório somos todos alguém que vai ás compras, ao ginásio, para casa fazer o jantar, amar, discutir, ensinar e relaxar.

Mas dentro do escritório, aquele ar (pouco) sério deixa-nos vontade para mil e um pensamentos, bons ou maus.

“Office people are only human.”