As palavras…

…nunca são apenas palavras.

bloco_palavras.jpgPalavras magoam.

Palavras ferem.

Confortam, alegram, insinuam. Palavras que dão esperança, que desesperam, que excitam, que odeiam. Palavras que dizem, que escondem, que mentem. Palavras escritas, faladas, ouvidas – sentidas.

Palavras não são só palavras. Nunca são apenas palavras. Mas as palavras não são tudo.

Hoje é só isto.

Dentro e fora de mim: silêncio.

Hoje não me saem palavras… O turbilhão que existe dentro de mim é mais forte. Não me deixa escrever. Não me deixa pensar. Não me deixa sentir. Sinto a tua falta, digo-te eu. “Eu também sinto a tua falta”, dizes-me tu. “Gosto muito de ti”, acrescentas. Apesar de ser aquilo que quero ouvir, faz-me num turbilhão.

Beijas-me. Eu retribuo. É sincero, é apaixonado. Mas dentro de mim…é isto!

Se tu também, porquê isto?? Porque estamos longe a sofrer, se podiamos estar perto. Responde-me!! Se tu também, porquê isto??

Ken Andrews – Just Say Yes

Ilusões desilusões

 

Quando eu fiz esta imagem, tinha acabado de ler Brida, de Paulo Coelho, e estava iludida. Acreditava (e a inda acredito) na possibilidade de encontrar a “outra parte”, a outra metade, aquele que me completa. Mas a ilusão não era essa. Estava iludida porque acreditava que ainda não tinha encontrado essa pessoa, quando agora vejo que esteve sempre a meu lado durante todo este tempo.

Acreditava que precisava de “liberdade” para poder encontrá-la. E a maior ilusão era que verdadeiramente acreditei que tinha encontrado essa magia em alguém que não tu.
Não é possível criar uma ligação apenas de palavras escritas por aí. A sensação que tive de o conhecer e reconhecer em mim pelo que as palavras me dizem é uma mentira que contei a mim própria. Ele não estava nem nunca esteve, mas tu sim! Como fui eu cair na maior ilusão que criei para mim própria?
É incrível como as maiores mentiras que contei foi a mim própria. Iludi-me já prevendo a desilusão. Acreditei de coração na verdade que sabia ser mentira, mas na mesma acreditei e deixei-me levar.

Há momentos em que eu própria não consigo perceber o porquê das minhas decisões, o porquê de não sentir que era um erro, o porquê de acreditar na minha própria mentira.

Tu és a minha verdade. Sempre foste!

Agora sei. Pode ser que não seja tarde demais.