Nota mental: sobre o amor e a vida

Á medida que o tempo passa percebo que a solidão está em cada sorriso, em cada abraço, em cada confissão. Todos desejamos a epítome da felicidade: estar com alguém e ser alguém.
Todos procuramos o nosso papel a cumprir, nem tanto o final feliz, mas o propósito. Porque estamos aqui? O que somos para os outros? O que és tu para mim? Sim.
Estou eu aqui para quê senão para amar?
Amar é, para mim, a epítome da felicidade.
Ao amar cumprimos o nosso papel, deixamos a nossa marca no mundo. E não é isso que no fundo ansiamos? Não nos deixar esquecer, não sermos esquecidos. Não ser esquecida.
Se alguém me amou e eu amei alguém deixei a minha marca infinita no universo.
Amar: uma pessoa, várias pessoas. De várias maneiras, amar o mundo, a casa onde se vive, a aldeia onde se cresceu, os animais que nos acompanharam, amar a vida.
Respeitar a vida.

A solidão está em cada sorriso sim. Em cada abraço. Em cada confissão. Porque ao partilharmos o nosso mundo deixamos de estar sós. Ao convidar os outros a entrar, a ouvir as nossas histórias, a conhecer as nossas diferentes formas de rir e de chorar – deixamos de estar sós.
Se eu me partilhar deixo de estar só.
Quando amamos já não somos invisíveis.
E nossa história ficará para sempre escrita no coração de alguém.

Desolação

Vagueio por esta noite negra incessante. Esta noite negra que não me abandona. Não há estrelas, nem há lua, não há luz.
Apenas a desolação do negrume.
Invade-me de dentro para fora, sinto-a a corromper-me. A corroer-me. Como a ferrugem corrói o ferro, transforma-o em pó vermelho de nada.
A minha alma despedaçada nesta noite e não encontro os seus fragmentos.
Oh desespero!
Já experimentaste gritar no vazio?
Eu já.
Ninguém te ouve. Não há eco, o som é consumido pelo vácuo.
Não há som, não há luz. Só eu na noite.
Carcaça vazia de alma ferrugenta.
A apodrecer lentamente,
dolorosamente,
solitariamente
no vácuo da noite.

Incenso

Chegas e atiças-me fogo com a tua chama. Entro em combustão de dentro para fora e de fora para dentro. És a minha pele, estás na minha pele que queima violentamente, descontroladamente.
Deixas-me assim a consumir-me pelo teu fogo, lentamente, como um incenso que vai dissipando a sua essência.
É assim que me queres? Consumida por ti, febril, na brasa lenta da tua tesão.
Consegues sentir? Porque eu sinto-te a entrar em cada poro, cada milímetro do meu corpo responde a ti. Submete-se a ti. Consome-se por ti. Espera por ti. Pacientemente, ansiosamente.

Apaixonadamente.

 

Silêncio Escuro

Na minha solidão acompanhada deito-me de lado e fito o chão. Distante penso que estou sozinha e o quanto isso é triste. Lamento-me.
No entanto, mesmo rodeada de amigos e de amores serei sempre sozinha em mim mesma, pois ninguém conhece quem realmente sou.
Quem o soube desaprendeu,pois existem outras almas a explorar e por ora a minha fica só e incompreendida.

Volto a mim e uma enchente de pensamentos banais invade-me. O seu abraço faz eco dentro de mim.
Refugio-me nos segredos que ditam quem sou, aquecem-me o espaço vazio e frio dentro de mim.
Os segredos e as fantasias são quem me campanha no silêncio escuro da minha alma.

Wish Upon a Star

wish by ~bricks-in-the-wall @ DA

When I wish for you, can you feel it?

When I wish to be near you, do you know it?

When I wish you to hold me, would you do it?

I wish you were here.

When You Wish Upon a Star – Linda Ronstadt

Previsões para a noite de hoje…

jantar_curso.jpg

– 50 pessoas à mesa (45 gajas, 4 gajos, 1 mais ou menos gajo)
– Visibilidade diminuida, algum nevoeiro, piso molhado, precipitação de muitos e muitos litros de sangria e cerveja. Atenção à fruta!
– Faculdades mentais e motoras (ligeiramente!) diminuidas,
– Possibilidade de garganta inflamada devido a cânticos non stop incitadores do “bota abaixismo“.
– Muito FRA! (atenção: lê-se Éfe Érre Áa e não frá)
– E muitas destas figuras tristes! (isso é de certeza!)

Noite de jantar de curso e Festa de curso de Dietética. (E amanhã também!) O bar é o “Next“. Por lá vos encontrarei… E se querem ser cá da malta é dar o corpinho ao manifesto senão ficam sendo mariconços! (lol) 🙂

E eu tenho sempre juízo!! Ás vezes é que não sei onde o deixo…

Coisas da noite…

Quero ter-te em mim… Sentir-te fazeres-me tua.
O cheiro da tua pele nua, o teu corpo no meu, a dor do teu toque, o ritmo da tua respiração.
O calor do teu beijo. A rudeza suave das palavras que sussurras.
Quando me olhas nos olhos e me vês…
Quando me olhas na alma, enquanto tens o meu corpo.
Quando somos. Quando estamos.
Quando temos. Quando (nos) sentimos. Quando queremos…
Quando.

Estás aqui?

16102007358.jpgA minha almofada ainda tem o teu cheiro.
Das noites em que me perguntas “posso ficar contigo?” e eu rendida digo que sim.
Daquela noite em que dormiste abraçado a mim e eu sentia a tua respiração no meu pescoço.. Sentia o calor da tua pele e ouvia o bater do teu coração.. Noites que desejei que durassem para mais que a eternidade. Noites que adormeci com um sorriso e acordei com o teu sorriso.

A cama tem o teu cheiro.

As tuas palavras que me marcam “gosto de estar contigo, de dormir contigo,de te ter perto de mim”.
Tento não pensar em mais nada..não penso no amanhã, nem no que foi ontem. Limito-me a sentir o agora tão real do momento em que me olhas e me beijas.

Em que me tens pra ti.

E contigo consigo viver intensamente cada segundo, porque me entrego sem medo.
Já não tenho medo. Porque contigo só importa cada segundo do agora,o amanhã é para depois.
E se estiver no céu estou. E se descer ao inferno desço.
Assim é o amor..
O que importa é que quando chego ao céu quem me leva pela mão és tu.

Adriana Calcanhoto – Vambora

Ainda gostas de mim?

Claro que sim. Esquecer o que sinto por ti é difícil, no máximo vou escondendo dentro de mim, para não voltar a sofrer tanto.

Tu – Mas ainda me amas?

Se te amo? Não sei… e prefiro nem pensar nisso, nem quero saber. Não quero voltar a tirar de dentro de mim o que sentia e talvez ainda sinta. Para quê? Só me vai fazer voltar a sofrer. E agora estou bem, finalmente sigo sem ti. Não preciso de ti.

Não preciso (tanto) de ti.

Só depois é que vi Sem Título

paper_bag_by_insonia.jpgAlgumas vezes quando chego a casa do trabalho só me apetece tomar um duche relaxante e ficar no sofá a preguiçar em frente à televisão. Assim que ligo a tv (normalmente é logo na SIC) deparo-me com o novo programa do Fernando Rocha e penso cá pra mim “Sem dúvida a coisa mais estupida à face da terra“.   Enquanto faço zapping por cinquenta e tais canais (TvCabo) começo a pensar “Só quero qualquer coisa que me entretenha…” e quando volto ao 1 começo a pensar na mensalidade que “pago” por N canais em que só da porcalheira.

Ainda a coisa que safa é o FOX, aconchego-me a ver os Simpsons e a dar umas valentes gargalhadas. Segue-se House MD e outras mais. Quando me farto do sofá vou para o quarto, mais uma vez o infinito zapping (não tenho FOX no quarto), novelas, novelas, tretas, novelas, filmes velhos, repetições e re-re-re-repetições de programas, noticias que já ouvi umas 3 ou 4 vezes no dia, tretas, novelas.     Hummm.     Raios parta!!   Deixo a tv num canal qualquer, baixo o volume, apago as luzes, ligo a música e venho-me perder na internet.  Abro isto, fecho aquilo, jogo conversa fora pelo msn. Aborreço-me rapidamente. Não há nada que me entretenha e me distraia.

Respiro fundo. “Não vale a pena”.     Hoje é um daqueles dias em que só tu me sabias entreter de uma maneira doce. Apago tudo e tento perder-me num sono profundo em que espero que não apareças em sonhos.