Estás aqui?

16102007358.jpgA minha almofada ainda tem o teu cheiro.
Das noites em que me perguntas “posso ficar contigo?” e eu rendida digo que sim.
Daquela noite em que dormiste abraçado a mim e eu sentia a tua respiração no meu pescoço.. Sentia o calor da tua pele e ouvia o bater do teu coração.. Noites que desejei que durassem para mais que a eternidade. Noites que adormeci com um sorriso e acordei com o teu sorriso.

A cama tem o teu cheiro.

As tuas palavras que me marcam “gosto de estar contigo, de dormir contigo,de te ter perto de mim”.
Tento não pensar em mais nada..não penso no amanhã, nem no que foi ontem. Limito-me a sentir o agora tão real do momento em que me olhas e me beijas.

Em que me tens pra ti.

E contigo consigo viver intensamente cada segundo, porque me entrego sem medo.
Já não tenho medo. Porque contigo só importa cada segundo do agora,o amanhã é para depois.
E se estiver no céu estou. E se descer ao inferno desço.
Assim é o amor..
O que importa é que quando chego ao céu quem me leva pela mão és tu.

Adriana Calcanhoto – Vambora

Ainda gostas de mim?

Claro que sim. Esquecer o que sinto por ti é difícil, no máximo vou escondendo dentro de mim, para não voltar a sofrer tanto.

Tu – Mas ainda me amas?

Se te amo? Não sei… e prefiro nem pensar nisso, nem quero saber. Não quero voltar a tirar de dentro de mim o que sentia e talvez ainda sinta. Para quê? Só me vai fazer voltar a sofrer. E agora estou bem, finalmente sigo sem ti. Não preciso de ti.

Não preciso (tanto) de ti.

Só depois é que vi Sem Título

paper_bag_by_insonia.jpgAlgumas vezes quando chego a casa do trabalho só me apetece tomar um duche relaxante e ficar no sofá a preguiçar em frente à televisão. Assim que ligo a tv (normalmente é logo na SIC) deparo-me com o novo programa do Fernando Rocha e penso cá pra mim “Sem dúvida a coisa mais estupida à face da terra“.   Enquanto faço zapping por cinquenta e tais canais (TvCabo) começo a pensar “Só quero qualquer coisa que me entretenha…” e quando volto ao 1 começo a pensar na mensalidade que “pago” por N canais em que só da porcalheira.

Ainda a coisa que safa é o FOX, aconchego-me a ver os Simpsons e a dar umas valentes gargalhadas. Segue-se House MD e outras mais. Quando me farto do sofá vou para o quarto, mais uma vez o infinito zapping (não tenho FOX no quarto), novelas, novelas, tretas, novelas, filmes velhos, repetições e re-re-re-repetições de programas, noticias que já ouvi umas 3 ou 4 vezes no dia, tretas, novelas.     Hummm.     Raios parta!!   Deixo a tv num canal qualquer, baixo o volume, apago as luzes, ligo a música e venho-me perder na internet.  Abro isto, fecho aquilo, jogo conversa fora pelo msn. Aborreço-me rapidamente. Não há nada que me entretenha e me distraia.

Respiro fundo. “Não vale a pena”.     Hoje é um daqueles dias em que só tu me sabias entreter de uma maneira doce. Apago tudo e tento perder-me num sono profundo em que espero que não apareças em sonhos.

Chuva. Sim é Chu-va!

 

 

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Uau. No Algarve também chove (em Agosto) à noite. Depois de um dia de sol abrasador! Sem dúvida foi o melhor verão que já tive nesta terrinha (não, não estou a ser sarcástica). Sofro imenso com o calor. Tira-me o sono, tira-me a calma, tira-me do sério. Este verão foi ameno, fresco, ventoso, solarengo e quente q.b. Fico contente.

E hoje chove (são 5.45 a.m.). Ouvem-se os trovões ao longe, veêm-se os clarões no céu quase a amanhecer. A chuva cai na janela aberta que não quero fechar porque por ela entra o cheiro (saudoso) da cidade molhada, da terra húmida. O céu está coberto de nuvens cinzentas e carregadas. Não sinto a sua ameaça, olho com prazer. Gosto. Gosto mesmo.

Sinto um prazer especial em ouvir a chuva e a trovoada lá fora enquanto estou deitada na minha cama de calção e top de alças, com calor. Por momentos imagino-me num paraiso qualquer tropical.
A mãe vem ao quarto e pergunta “Já fechaste a janela?”.
Não fechei, nem vou fechar!

E assim durmo mais aconchegada, os sons de um “inverno” embalam o meu sono. Os cheiros de um “inverno” levam-me a lugares da minha memória que me fazem sorrir levemente.

É Agosto de madrugada. Chove. E eu adoro.

5.40 am (suspiro grande)

Sim. São 5.40 am.

Não tenho sono.

Não consigo adormecer.

Já dei quilómetros de voltas na cama.

Agora tenho fome, mas demasiada preguiça para me arrastar até à cozinha.

Já quase amanhece.

Amanhã (hoje) vou perder a maior parte do dia porque vou dormir tarde e até tarde.

Pensei que escrever me desse sono.

Nem a musica chill out que me tem embalado nas ultimas noites me salva.

Faltas-me tu.

Pois.

Não tenho sono.
E sim. São 5.40 am.