Note to Self

We live in a world where you either have to love yourself or you have to hate yourself. Where there are so many types of perfect that you need to fit in. There are so many loved imperfections you feel the need to achieve it. So much love and so much hate for just bodies… and the mind gets left behind.
I grew up with people pointing out my imperfections all the time, I grew up thinking that my body and my appearance are what defines me. It was a long and hard journey just to accept that they don’t. Somedays I still don’t believe it. It’s a path, a journey, never ending, towards self-improvement in my mind and my soul. Towards accepting the days that I love myself and the days that I hate myself. It’s a lesson that I hope I get to learn completely and then it can lead to a more fulfilling and less anxious state of mind. And hopefully the reflection on the mirror will match my soul.
I know what needs to be done: put myself first, take care of myself, accept myself, accept my feelings and my emotions.
I’m past 30, and still on that journey, I still have a long way to go. But meanwhile I’m here enjoying life, the good and the bad days, enjoying people, enjoying myself.

Nota Mental: sobre a importância de sentir

Foi um daqueles dias… daqueles em que só consigo pensar em chegar a casa. Em que as pessoas me sugaram toda a energia e descarregaram toda a sua ira, angústias e frustrações. Sinto a alma pesada e envolta numa nuvem negra. O trabalho que consome a mente. O espaço confinado que me faz sentir como se faltasse o ar.

Falta-me a luz do sol e a brisa do ar mas está a arder lá fora, o calor de um verão que parece interminável. Só quero ir para casa.

O desconforto nota-se na expressão pesada do meu rosto. Não tenho paciência nem para ouvir estórias corriqueiras quanto mais mexericos mesquinhos. Não tenho energia para tolerar pessoas e pessoinhas.

Só quero ir para casa!

O meu refúgio. Onde posso despir a roupa e atirar fora as máscaras. Posso deixar-me sentir o que preciso de sentir, sem filtros! Posso ouvir a música que mais me apetece em volume máximo ou simplesmente contemplar o silêncio.

Já tiveram um destes dias que assim que entram em casa desatam a chorar? Intensamente, compulsivamente, incontroladamente. Uma inundação de emoções que urge sair! E quando o cansaço toma conta de mim, não há como evitar, tenho de libertar… toda a tensão, negatividade, tristeza, frustração. Emoções sob a forma de lágrimas que me abandonam frenéticamente. Perco as forças e deixo-me cair, na cama, no sofá, no chão e fico com o olhar fixo num ponto invisível, já não sinto nada senão aquela dor ligeira dos olhos inchados e têmporas a latejar. A minha mente esgotada torna-se num vazio, como se tivesse entrado em transe, numa meditação pós-descarga. Aos poucos a ansiedade some-se e dá lugar a uma sensação de alívio, permito-me voltar ao normal, permito-me recuperar. Sem pressas, sem medo do que acabou de acontecer, aos poucos… Acreditando que já passou, que está tudo bem, não faz mal! Concentro-me na respiração e páro de hiperventilar. Reservo-me este momento tão vulnerável e tão crítico.

Levanto-me dou um passo e depois outro, lavo a cara com água que me refresca, saio à varanda e deixo que o ar me acaricie o rosto molhado e atormentado pela tempestade de sensações.

Há dias que é só isto. Aquele momento que é a última gota, a alma contrai-se, é preciso purgar. É preciso permitir-me sentir! “Deitar tudo cá para fora” – uma expressão que não podia estar mais longe da realidade.

Words left unspoken

– Are you ok?

– Why do you ask?

– I don’t know, I feel like something’s wrong.

– Nothing’s wrong. Everything’s wrong… I feel like I’m always in some kind of emotional darkness. I can’t get over it, it’s my new normal. I think I’ve learned to accept it. This turmoil inside is not meant to be gone, it’s a part of me and I can’t do anything about it. I don’t know why I even turn to you when I’m feeling like shit in the void. I don’t need you and you make no difference in my life. You are barely there anyways.

Fuck this. I shouldn’t expect you to be. You should be where you belong, in the past. I’ve got this fantasy on my mind that we could’ve been something great. But that’s just to mask the shitty things we’ve done and the fact that we are shitty people. It was never love, it was novelty, fantasy, reckless. We end up leaning on each other prolonging this fantasy of what should’ve been. It’s bullshit.

It was nothing.

I feel nothing.

That’s why I can’t understand why the fuck I keep caring about you, why do I feel the need to keep you “around”. When in fact that just makes me feel worse.

So that’s what’s wrong.

You are right.

Something’s wrong, this is wrong.

We’re wrong.

We were wrong all along, there’s no fucking special connection. It’s just the need to feel something outside this void and you are the one closest.

This is what’s wrong, I don’t have to count on you or need you to be there. That’s messed up. We shouldn’t even be speaking.

We’re toxic to each other and yet we tell this tale that we are kindred spirits in order to maintain this sick connection. You were a good challenge, I’ll give you that. A relationship between us would’ve never work. It would never be possible. You’ve never seen me as I am. You projected this fantasy onto me and I just went along with it. It was nice. The sex wasn’t that good. Sorry, I don’t mean to hurt you, it’s just that doing this makes no fucking sense.

And yet…here we are.

Sobre o amor que não é perfeito I

É uma lição que se demora a aprender, e pode até ser das mais difíceis, que me levou muito tempo a aprender. O amor não é perfeito, não é equitativo, não é equilibrado. O amor numa relação tem de ser incondicional mas pode não chegar. O esforço que colocamos, o trabalho que temos de fazer para o manter vivo, dar-lhe água, fazer-lhe chegar luz – esse esforço nem sempre é equitativo, nem sempre é 50/50. Ás vezes damos mais de nós em certos momentos ou certos aspectos de uma relação, e não faz mal, de certa forma estamos a compensar, a re-equilibrar. A outra pessoa também terá a sua quota parte parte de investimento que não é sempre igual em todas as fases da relação, em todos os momentos ou situações. Não quer isto dizer que um é mais importante que o outro, simplesmente somos humanos e não somos perfeitos.
Há um ajuste constante de ambas as partes e penso que é aqui que está a chave – a adaptação. O amor, a relação a dois, é algo tão orgânico, que não pode ser gerido por padrões, por standards ou linhas orientadoras. É algo tão orgânico que exige uma constante adaptação de ambas as partes. É algo que cresce, que evolui, que se transforma (tal como as pessoas que fazem parte dela) e deve ser tratado como o ser orgânico que é – exigindo por isso uma constante adaptação das partes.
E a acrescentar a esta constante mutação da relação, as pessoas também se transformam, também crescem, nelas próprias e uma com a outra. E como não nos deixarmos perder a nós mesmos no meio disto tudo? É uma linha tão ténue, perdermos a identidade do eu porque nos fundimos na identidade do “nós”, mas não é inevitável.

Se há coisa tão simples e ao mesmo tempo tão complexa de viver é o amor e uma relação amorosa.
E se há coisa tão simples que podemos fazer para regar essa planta é comunicar. Expressar o que sentimos, expressar o que queremos, expressar o que somos, com sinceridade e honestidade. Fechando as portas a assumpções e deixando bem claro as certezas.Para que ambas as partes saibam ao que vão e em que pé estão. O que esperar um do outro, sem surpresas, sem sustos, com segurança. Comunicar e expressar também evita que nos anulemos como individuos de uma relação, lá porque somos “nós” nunca poderemos deixar de ser eu e tu. Se um de nós se anula passamos a ser só eu ou só tu e ficamos inevitavelmente sozinhos. Não há nada pior do que nos sentirmos sozinhos com alguém ao nosso lado, parece que dói ainda mais.

Isto é uma lição tão simples mas tão difícil de aprender. Porque será? É uma verdade simples, nem sempre o trabalho de ambos numa relação será igual, mas não faz mal.  O que interessa é que se amem um ao outro, que se repeitem e que acima de tudo sejam sempre sinceros. A partir daí, mesmo que por vezes um tenha de trabalhar mais que o outro em certos aspectos, o que interessa é que ambos caminham para o mesmo e sabem disso, sem nunca se perderem – um do outro e de si mesmos.

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Pensava que o assunto tinha ficado arrumado mas não ficou. Ainda há páginas soltas. Cheguei a essa conclusão há pouco tempo num dos meus poucos mas emotivos “rants”. Gostava de ter a coragem de te dizer que preciso de falar contigo. São demasiadas as perguntas sem resposta. Perguntas que nunca deixei que me passassem pela cabeça mas que neste momento pairam por aqui.

Preciso de saber.

Até pode parecer tarde demais, depois do facto consumado, do leite derramado e de todo o tempo que passou, mas cada um leva o seu tempo a processar. Há que admitir que não é fácil processar uma relação fantasma, que só fez parte de uma realidade invisível e existia apenas dentro das fronteiras da nossa existência. E ainda que tenha compreendido, que tenhamos agido da maneira mais correcta (e responsável) que me tenha colocado nos teus sapatos, ao olhar para trás, agora vejo, que ficou tanto por dizer.

E a retrospectiva pode ser a pior inimiga. Quando olho para o que foi feito e para o que foi dito com outros olhos, outro coração e mais bagagem de vida, vejo agora o que a minha perspectiva não me permitiu na altura, é daí que surgem novas questões.

Será que também tiveste a mesma capacidade de te colocar nos meus sapatos? Será que sabes o quanto me marcaste e também magoaste?
Foi para ti tão leviano quanto parece? Será que foste sincero nas tuas palavras ou só precisavas de um escape?
Fui eu a tua maneira de escapar à tua dura realidade, nada mais?

Eu desde cedo antecipei o desfecho, a minha intuição tem destas coisas, mas também foi a teimosia que me fez ignora-la. Quando me disseste que não me podias ver mais eu já o sabia dentro de mim. Já sabia porquê mesmo antes de mo revelares e mesmo assim…desejei que cada palavra que me estavas a dizer fosse outra coisa qualquer que não aquilo. Acho que nunca tinha sido tão racional como fui contigo. E mesmo a sentir o rasgão que me deixaste na pele coloquei as minhas emoções de lado. Fui fria e consciente da verdade que se impunha. Filtrei tudo, a dor, a raiva, o desespero, a tristeza.

E agora, gostava de ter a coragem de te fazer todas as perguntas que te devia ter feito e que ainda quero fazer.
E não é porque quero reavivar seja o que for, magoar-te ou algo assim… é por mim. Acho que o merecia depois do que fui capaz de fazer por ti. Depois de tudo merecia a oportunidade de fechar o capitulo sem dúvidas, sem mágoas e com a verdade. Olhar-te nos olhos sem me sentir tão pequena e tão vazia como quando naquele momento em que tu me disseste adeus.

Sempre me debati com esta sensação de vazio que ás vezes tenho, a quem estou a tentar enganar…? Eu tenho comigo este vazio sempre, ás vezes é que me permito senti-lo. E todas as vezes me questiono sobre a sua causa. Ás vezes chego mesmo a pensar que sei mas grande parte das vezes nunca chego a nenhuma conclusão.

Será falta de alguém?

Será falta de fazer alguma coisa?

Será falta de sentir alguma coisa?

Será alguma coisa pela qual eu já passei e não cheguei a processar?

O que falta?

Ao inicio pensei que era algo que estava por acabar. Os assuntos inacabados sempre me trouxeram muita ansiedade, primeiro porque odeio quando fica algo inacabado. Corrói-me o cérebro (e o espirito). Segundo, porque sempre me assombraram. E parece que ficou tanto por acabar nesta minha curta presença na terra.
Ficaram coisas por dizer a muitas pessoas. Ficaram objectivos por atingir. E na mesma segui em frente, nunca direi sem olhar para trás, porque irei sempre olhar par trás. Mas segui em frente. Será isto que eu carrego, o peso do que ficou por fazer ou dizer? Talvez lhe chame vazio porque parece tão mais romântico, mas não é. Talvez seja é o peso do que ficou em suspenso.
E a partir daí eu penso para mim mesma quais são as razões que me levaram a seguir em frente? Quais são as justificações que eu dei a mim mesma? Quais os argumentos? Porque é que eu não me lembro… Porque volto sempre a pensar nas circunstâncias da vida? A conjuntura é que não me permitiu ou será que fui eu que não fui capaz? Serão desculpas ou simples e duros factos? Será que algum dia vou voltar a saber?… Sim…porque eu já soube algumas destas respostas, mas agora, neste momento, não sei. (Ou pensava que sabia!)

Não sei. 

Como estas duas palavras se tornaram recorrentes.
“E agora o que vais fazer?” Não sei.

“Já escolheste?” Não sei.

“Vais dizer-lhe?” Não sei.

“Vais voltar?” Não sei.

Outra vez algo que me assombra e que me irrita.

Se ouço estas palavras da boca de alguém enervo-me. Deve ser porque as ouço todos os dias dentro de mim.

E porquê? Não sei.
Uma vez alguém me disse algo que nunca esqueci e que fez todo o sentido:

“Se não decidires tu mesma, alguém irá fazê-lo por ti.”

E é verdade. Quantas das nossas escolhas são apenas a aceitação do que alguém directa ou indirectamente decidiu por nós? – isto daria panos para mangas, mas por enquanto estou noutra camisola
Umas vezes olho para mim e sinto que já conquistei tanto, sinto-me orgulhosa por tudo o que passei, bom ou mau, por tudo o que aprendi (ás vezes da pior maneira) e sinto-me grata por tudo o que tenho: fisico, mental e espiritual.
Outras vezes não tenho tanta certeza. Olho para trás, olho para a frente, olho para mim e pergunto-me o que estou a fazer agora. O que estou a fazer aqui? Qual é o meu propósito?

Será só isto? É esta a minha marca indelével? Estarei aqui apenas para ser mais um conjunto de átomos que anda e fala?

Se eu desaparecesse neste momento, será que alguém sentiria a minha falta? Eu pergunto-me isto tantas vezes. E muitas vezes sei que sim e outras vezes vezes não tenho tanta certeza.
Estas dúvidas aprofundam ainda mais este abismo que há dentro de mim.

Sinto que ninguém é capaz de me ver verdadeiramente. E estou sozinha.

Mas será que é mesmo isso que eu quero, que alguém me veja no meio do vazio, verdadeiramente, tal como sou? Não sei? Será que vêem o mesmo que eu? Será o reflexo de mim noutros olhos algo que EU realmente quero ver?

E fico no vazio, sozinha, com dúvidas, com medo.

E no vazio eu não sinto nada e não chego necessariamente a uma conclusão. Como chegaria? Estou a debater comigo mesma.

E continuo a caminhar. Um passo a seguir ao outro. Um dia de cada vez. Ás vezes dormente por escolha, outras porque simplesmente tem de ser assim.
Vou chegar a algum lado? A alguma resposta? Não sei.

Eu achava que as respostas anteriores estavam certas mas o caminho mostrou-me que não.

E, não me entendam mal, eu sei que posso ser feliz. Eu sei o que é isso. Mas…muitas vezes, não sei como, se quero, se serei capaz.

Sometimes I just feel an overwhelming emptiness inside and I just don’t know what to do with myself. So I just sit and stare at the void with despair in my heart and sorrow in my soul. I can’t bring myself to cry and let it all out. I just can’t move…or feel…but I’m still breathing.