Plágio na Web

A Temática do plágio na Web é rodeada de controvérsia.
Os textos originais publicados online para todos ficam sujeitos a serem copiados e reproduzidos por outros como sendo deles próprios. Ora isto é plágio, mas num mundo tão vasto como a Internet é dificil manter o controlo e até impedir que isto aconteça.

Apesar de serem publicados para todos, quem escreve tem direitos sobre os seus originais, sensibilizada por esta temática publiquei uma página onde dou algumas dicas de como combater e reagir a textos plagiados (Retiradas do site www.copyscape.com). Recomendo a todos a sua consulta atenta pois proponho inúmeras ferramentas que ajudarão os Escritores Internautas a proteger o seu conteúdo.

A Página tem de nome Plágio (obviamente) trata-se de um texto fixo devido á sua importância.
Se tiverem sugestões ou comentários enviem, eu até agradeço.
E para além do pequeno “manual”  Plágio 101 coloquei também lá um Hall Of Shame onde denuncio as cópias indevidas (que consegui localizar) de textos originais do meu blog e também quem o fez e onde.

É pouco mas é uma ajuda a combater este vírus e a proteger os nossos textos que, apesar de serem de todos, são palavras pessoais que queremos partihar e não ver por aí espalhados assinados por outros nomes que não os nossos.

Consultem, pesquisem, sugiram e protejam-se!

Personal Space

O Espaço Pessoal a área (virtual digamos) de 1mx1m que existe ao redor de nós.
No domínio do desenvolvimento das relações interpessoais, tem particular relevância o conceito de espaço pessoal. Espaço pessoal é, segundo Goldstein, uma “área em torno de uma pessoa, cuja violação por outra pessoa produz desconforto ou mal-estar”. Esse espaço pode variar com a situação e com a cultura.

Quando o espaço pessoal é invadido por estranhos, ocorre um esforço para restabelecer esse espaço ou para afastar o intruso.

Naturalmente, “a maneira como respondemos emocionalmente a essas invasões depende de outras informações que possamos ter a respeito do invasor. Se temos razões para acreditar que o invasor é amistoso, é menor a probabilidade de levantarmos barreiras defensivas e interpretarmos as acções dele como hostis”. Os indivíduos sentem desconforto também “quando as circunstâncias os obrigam a invadir o espaço pessoal de outros” .

Acreditando que há um grau óptimo de distância (física) entre as pessoas, foram, entretanto, surgindo algumas teorias. É o caso da teoria do equilíbrio que, proposta pela primeira vez por Argyle e Dean, diz que o espaço pessoal varia com a intimidade entre os indivíduos e que quanto mais íntimos, mais os indivíduos tendem a aproximar-se. Uma outra teoria é a que se designa de estimulação. Proposta por Desor, entre outros, defende que “a variação da distância pessoal é um meio de se reduzir ou aumentar a estimulação social e sensorial” .

Considerando esta variação “territorial”, de distância pessoal, podemos falar, grosso modo, em quatro tipos de distâncias, a saber:

Distância íntima — diz respeito a uma relação de compromisso com outra pessoa. A presença do outro impõe-se através do impacto sobre o sistema perceptivo. Estende-se até cerca dos cinquenta centímetros para lá do corpo físico e é uma verdadeira zona interdita, onde o nosso odor e a nossa temperatura estabelecem os limites: nessa zona “perigosa” deixamos entrar os seres dos nossos afectos e defendemo-nos das ofensivas por uma rigidez muscular e um olhar vago e longínquo;

Distância pessoal — varia até aos cento e cinquenta centímetros. É uma distância não esférica, que exige maior comprimento para a frente do que para os lados ou para trás. Talvez porque, inconscientemente, a distância “cara a cara” seja mais inibidora e potencialmente mais perigosa que a “lado a lado”. A forma como as pessoas se repartem num ascensor ou numa sala vazia contém uma ordem implícita e revela a existência do que se chama a escolha dos “lugares de poder”: algo como o “ninho”, onde nos sentimos mais protegidos e de onde melhor nos expressamos;

Distância social — é a fronteira entre o modo longínquo da distância pessoal e o modo próximo da distância social. Rege sobretudo o nosso comportamento profissional e varia entre os cento e vinte e os trezentos e sessenta centímetros. Pode situar-se na distância das negociações impessoais e no carácter formal das relações sociais. Inconscientemente, gerimos esta distância segundo a cultura do local de trabalho, segundo o estatuto social dos interlocutores. Essa distância social pode variar. Todos somos sociais, mas não com as mesmas distâncias;

Distância pública — situa-se fora do circuito imediato de referência do indivíduo e implica diversas transformações sociais. Para além dos três metros e meio. Usa-se um estilo formal no vocabulário. Muito frequente nas personalidades oficiais importantes, tom de voz elevado e muitos gestos. Revela igualmente o nosso medo das multidões.

Evidentemente que a distância pessoal vai também ser variável no ambiente de trabalho – da relação amigável, à relação de cooperação e à competição pessoal. O mais importante, para o êxito das relações interpessoais e para o genuíno desenvolvimento pessoal, será ultrapassar a perspectiva da luta pela sobrevivência e estabelecer um mundo de convivência sã, cooperante e responsável.

Há pessoas que obviamente não conhecem/compreendem a noção de espaço pessoal e que tendem a invadi-lo. E existem ainda situações em que frequentemente isso acontece, sem desculpa e pelas quais já passei sentindo-me quase que “violada”.

As filas de espera para mim são algo de desesperante, não pelo tempo que terei de esperar impacientemente, mas por ter de impacientemente experienciar a invasão do meu espaço pessoal pelo vizinho seguinte que literalmente se cola nas minhas costas.

Não vão chegar mais depressa se estiverem em cima de mim, eu estou primeiro de qualquer maneira! Também não me apraz a ideia de ouvirem o que digo ou deixo de dizer seja á assistente ou à pessoa que me faz companhia!
É que há pessoas que se colam de tal maneira que se der um passo atrás pode acontecer um atropelamento ou algo pior se me voltar 180º!

De certeza que haverá bastante espaço para respeitarmos o espaço pessoal dos outros.

O que acontece…

…quando caimos no erro de dizer que o amigo canta bem (por simpatia)? Quando não é necessáriamente verdade…R: Habilitamo-nos a ganhar uma sessão de karaoke caseiro (que parece que nunca acaba). E enquanto os nossos ouvidos se deleitam (ou não) com a iguaria da voz (estridente) da tal pessoa só pensamos que a playstation deveria explodir naquele momento.

E enquanto sorrimos e dizemos delicadamente “Estiveste bem!” pensamos cá para nós “porra pah!!!”.

E é isto que se ganha com pequenas mentiras simpáticas, bem a nossa mamãe nos avisa que mentir é feio e quem mente será castigado. E lá razão tem ela.

…ter a coisa mais importante do mundo sem a possuir.

[…]
« Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama plenamente.
E quem ama plenamente, sente-se livre. Por causa disso, apesar de tudo o que posso viver, fazer, descobrir, nada faz sentido. Espero que este tempo passe depressa, para que eu possa voltar à busca de mim mesma – sob a forma de um homem que me entenda, que não me faça sofrer.
Mas que disparate é este que falo? No amor, ninguém pode magoar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
Já me senti ferida quando perdi os homens por que me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém. Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem a possuir.»

Aquilo que tenho tentado explicar…mas que nunca consegui exprimir. Em “11 minutos” de Paulo Coelho, pág. 89.

O Livro de Reclamações por José Alberto Quaresma

Gostei do que li e é por isso que aqui está! Concordo plenamente com o que este senhor diz, sublinho e assino por baixo! Deveriamos nós andar “com um livro de reclamações debaixo do braço”!

getimage.jpg« O Livro de Reclamações existe há muito. A sua introdução visou proporcionar ao comprador a reclamação, no local, quando o serviço prestado não tinha a qualidade devida. É um útil instrumento de defesa do consumidor. Pode ser, também, subterfúgio para desencrencar um descontrolado que geriu mal o orçamento das férias no Algarve.

Sei de um, em défice de cafeína, que ao terceiro café ingerido pediu o livro de reclamações para não pagar nenhum. Café fraco, claro! O dono da pastelaria não foi na conversa. Mas teve de beber chá de tília para responder, com caligrafia firme, à reclamação.

Sei de outro, o porta-voz de um casal, que não quis pagar a estadia num hotel. Alegava, abespinhado, que o quarto não tinha privacidade para relações sexuais. A reclamação era justa. Os empresários de hotelaria deviam facultar quartos insonorizados de borla para a patriótica missão de promover fantasias eróticas ou treinos de procriação.

Um português desocupado pode sentir saudades de encanzinar. Respeitemos a necessidade. Mas qualquer compatriota com excesso de civismo no sangue – e não há poucos – devia trazer consigo livro de reclamações, de uso obrigatório. Palpita-me que haveria meio País a reclamar do restante, e vice-versa. De mal consigo, ou com o semelhante, ao menos por escrito. Tem mais forçain Correio da Manhã