Sobre o Pseudo-burguês

Roupa de marca.
Óculos caros.
Pulseiras com nome.
Casacos de peles.
Casas modernas maiores do que realmente precisam.
Viagens de luxo.
Restaurantes gourmet.
Se não é caro não é bom.
Se não é caro não reparam.
Não me importa o que tu compras, onde vives, quanto custou, se é designer, ou custom made, se é hotel de 5 estrelas, ou se é um apartamento hip e/ou moderno na zona chique que tu não podes pagar.
Cada um sabe de si, cada um faz as suas escolhas.
Mas por favor, pára de tentar mostrar e esfregar o teu pseudo-burguesismo, eu não me interesso por isso.
Não são as coisas que fazem as pessoas.
Não são as marcas que te definem.
O caracter é que faz as pessoas. A honestidade, a humildade e a modéstia contam mais que a tua pulseira do Mickael Cors ou o casaco do Dolce Babana.
Sou toda a favor de que se é fruto de trabalho árduo é merecido. Todos temos direito às nossas futilidades. Só não me interessa é que constantemente me imponhas as tuas sem permissão, sempre a tentar mostrar que és alguém, do alto do teu pedestal. Mais ninguém te venera, só tu!
Não te preocupes com tanto show-off caro pseudo-burguês: a grandeza mostra-se por si mesma de outras maneiras, sem esforço, sem manhas, sem espectáculo.
A verdadeira grandeza é sublime, não precisa de acessórios.

Emoções em Rascunho

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Seria mais um dia em que não pensava em ti mas as tuas palavras rasgaram o silêncio. Foi com um olá que o meu corpo estremeceu. Pareceste-me demasiado familiar e no entanto não sei já quem és. O tempo e a distância mudam tudo. Ainda mais porque ficamos em suspenso, mal resolvido, mal explicado. Cada palavra tua pesa na minha consciência, obriga-me a sentir aquilo que escondi do coração. O que foi mal dito, o que ficou por dizer, o que ficou por explicar. Aquilo que não te soube garantir quando foi mais importante. Porque fui imatura e não pensei nem com a alma nem com o coração. Porque me achei corajosa numa situação em que fui covarde,pois tive medo. Da mudança. Do desconhecido. Apesar de…o desconhecido ser-me tão familiar contigo. Poderão  haver todas as razões que nunca justificarão as acções. Não haverá palavras que façam jus à compreensão. Porque o tempo já passou e o que ficou foi a desilusão de um momento que ficou pendente no espaço sem explicação. A falta de palavras, a falta de prova de que tudo o que era nosso era válido. Sempre o foi.
As emoções ficaram em rascunho. Pois não expressei os meus medos e apreensões. Não te disse o quão assustada me sentia. Apenas recuei e fugi. Não soube como confessar as minhas dúvidas. Não quis confiar que as entendias. Talvez agora consiga tirar as emoções do rascunho e as publique em palavras. Mesmo que de nada sirva.

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Relações & Ralações

Nas relações que tenho sejam de amizade ou amorosas sou do tipo de pessoa que aposto all in naquela pessoa que considero como um verdadeiro amigo, um verdadeiro amor, uma pessoa que é verdadeiramente importante. E por estar all in dou tudo de mim, a 100%, o que significa que naquilo que posso e consigo tento ajudar, apoiar e “guardar” a pessoa, apesar do que quer que seja que aconteça. É claro que numa utopia e num mundo idealmente cor-de-rosa daríamos sem esperar nada em troca, sendo altruístas, mas a realidade não é assim.

As relações são isto: dar e receber. São recíprocas e por isso se chamam relações. Se não existe reciprocidade não são relações, são RAlações. Pois damos, damos, damos e quando precisamos da Mão deparamo-nos com um Não.

Como seres limitados que somos, só conseguimos dar de nós até um certo ponto, só jogamos all in quando sabemos que temos em mão uma relação vencedora e que vamos ganhar com isso: um favor, um pedido, uma ajuda, um abraço, um ombro, um desabafo, um conselho… Por isso quando se chega a um ponto em que a relação é uma estrada de um sentido (ir e não voltar) o melhor é retirar umas fichas de jogo e baixar as nossas apostas. E isso significa não dar tanto de nós, até pode ser que a outra pessoa se aperceba e perceba o porquê e comece ela própria a meter umas fichas na jogada mas até lá também temos de nos salvaguardar. Porque apesar de gostarmos muito dessa pessoa, só podemos dar de nós gratuitamente até ao ponto de não começarmos a perder pequenos pedaços do nosso Eu.

E quem acha que, numa relação forte o suficiente não temos de “estar sempre lá” porque a pessoa deverá assumir que estamos, não temos de demonstrar que gostamos porque a pessoa deverá assumir que o sentimos e não temos de fazer as pequenas coisas porque a pessoa por certo sentirá que não farão a diferença – está redondamente enganado.

Numa relação temos de estar presentes para não sermos esquecidos, temos de guardar a pessoa em nós demonstrando o nosso carinho, nada poderá ser tomado como garantido nesta estrada de dois sentidos. E são as pequenas coisas que fazem toda a diferença! Sim são as pequenas coisas que realmente contam! São as pequenas coisas que geram toda a polémica! Porque se são isso mesmo, pequenas coisas, e a pessoa é tão importante para nós porque não fazê-las? Por certo não será um esforço!

E se não houver resposta para esta questão, então querido amigo, a RAlação estará terminada.

“Hoje não dá.”

Até que ponto consigo ouvir esta frase vezes e vezes sem conta sem desistir? Quando o esforço é pouco ou nenhum e as desculpas são apenas isso não justificando o “Hoje não dá”, até quando vou continuar a perguntar:  “E Hoje?” na esperança de ouvir uma resposta diferente?

Até quando vou conseguir acreditar que as pessoas que dizem que se importam, que eu acho que importam, realmente se importam? É que hoje, e em muitos outros dias, realmente não dá!

Há os Complicados e os Simples

Sou uma pessoa complicada, se é que essa definição alguma vez faça sentido. Não sei se haverá mesmo pessoas simples ou pessoas complicadas, mas existe a ideia de que esse tipo de pessoas existem.
Sou então aquilo a que chamam: uma pessoa complicada.
Por vezes reajo com indiferença a tal afirmação e por outras vezes algo dentro de mim ferve muito veemente, com revolta, angústia, desespero.
“És calada, reservada, discreta, não tomas a iniciativa.” – disse em tom perjurativo . “Enfim, és assim, mas que poderei fazer?” – como se de uma doença incurável se tratasse, algo que vem no pacote mas que não se quer e que se tem de levar à força, sem escolha. Talvez não seja uma pessoa fácil. Não comunico fluentemente, não sei falar com as pessoas, tenho dificuldades em perceber conversas de ocasião. Não me ensinaram a expressão por palavras com sons. Não me ensinaram a expressão por gestos e acções.

Ensinaram-me o silêncio, a distância. Aprendi-os como defesa e como ataque.

“Talvez te consiga mudar.” é a frase que me deixa em fúria. Ninguém muda ninguém, seja porque motivo for. Simplesmente ensinamos ao outro comportamentos, acções, atitudes, que o outro adopta (consciente ou inconscientemente) e então com esse novo conhecimento modela-se, adapta-se, transforma-se, mas mantém a sua essência (no fundo). Numa situação de defesa (ou ataque!) voltamos ao que somos na nossa essência e o que aprendemos de novo perde-se e terá de ser novamente resgatado. Eu tenho (alguma) noção do que sou. Sei as minhas dificuldades e limitações, sei também que as tenho de ultrapassar e para isso vou aprendendo a faze-lo com quem realmente me aceite na minha essência. Complicada ou não existirá sempre alguém com uma maneira simples de me perceber e principalmente de me ver. E mais importante do que saber as minhas dificuldades e limitações, sei quais são as minhas forças e virtudes, é curioso que essas sejam raramente realçadas. Mas isso é toda uma outra conversa.

Plágio na Web

A Temática do plágio na Web é rodeada de controvérsia.
Os textos originais publicados online para todos ficam sujeitos a serem copiados e reproduzidos por outros como sendo deles próprios. Ora isto é plágio, mas num mundo tão vasto como a Internet é dificil manter o controlo e até impedir que isto aconteça.

Apesar de serem publicados para todos, quem escreve tem direitos sobre os seus originais, sensibilizada por esta temática publiquei uma página onde dou algumas dicas de como combater e reagir a textos plagiados (Retiradas do site www.copyscape.com). Recomendo a todos a sua consulta atenta pois proponho inúmeras ferramentas que ajudarão os Escritores Internautas a proteger o seu conteúdo.

A Página tem de nome Plágio (obviamente) trata-se de um texto fixo devido á sua importância.
Se tiverem sugestões ou comentários enviem, eu até agradeço.
E para além do pequeno “manual”  Plágio 101 coloquei também lá um Hall Of Shame onde denuncio as cópias indevidas (que consegui localizar) de textos originais do meu blog e também quem o fez e onde.

É pouco mas é uma ajuda a combater este vírus e a proteger os nossos textos que, apesar de serem de todos, são palavras pessoais que queremos partihar e não ver por aí espalhados assinados por outros nomes que não os nossos.

Consultem, pesquisem, sugiram e protejam-se!